Servidora da Prefeitura de Três Pontas é presa suspeita de desviar R$ 2,7 milhões dos cofres públicos
Uma servidora efetiva da Prefeitura de Três Pontas, de 31 anos, foi presa preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante uma operação realizada nesta terça-feira (4), em Varginha. Ela é investigada por suspeita de desviar aproximadamente R$ 2,7 milhões dos cofres públicos municipais.
Segundo a Polícia Civil, Thamares Maria Moraes é suspeita de realizar desvios de recursos públicos. O valor estimado é de cerca de R$ 2,7 milhões, mas o montante total ainda será definido no decorrer das investigações.
Conforme a corporação, a investigada poderá responder, inicialmente, pelos crimes de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações.
Além do mandado de prisão preventiva, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da servidora. Durante a operação, foram apreendidos diversos objetos de valor e determinado o sequestro de três veículos.
Após os procedimentos, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O processo tramita sob sigilo judicial, e as investigações continuam.
Servidora atuava na Tesouraria
De acordo com informações disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura de Três Pontas, Thamares Maria Moraes é servidora efetiva desde março de 2019. Ela está lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, no setor de Tesouraria, ocupando o cargo de técnica administrativa.
O advogado de defesa da investigada, João Paulo Figueiredo Martins, informou à EPTV que ainda não teve acesso ao processo. Segundo ele, foi protocolado pedido de habilitação nos autos e, após analisar o conteúdo da investigação, pretende solicitar a liberdade da cliente.
Prefeitura diz que identificou irregularidades em auditoria
Em nota oficial, a Prefeitura de Três Pontas informou que os indícios de possíveis irregularidades foram identificados durante procedimentos de auditoria interna. Diante da situação, a servidora foi afastada preventivamente e o caso encaminhado às autoridades competentes para investigação.
A Administração Municipal ressaltou que as apurações ainda estão em andamento e que informações como o período dos supostos desvios, o valor definitivo e a extensão dos prejuízos aos cofres públicos dependem da conclusão das diligências.
A Prefeitura também afirmou que colabora integralmente com a Polícia Civil e reforçou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis serão responsabilizados nas esferas administrativa, civil e criminal, conforme prevê a legislação.
Fonte: G1 Sul de Minas / EPTV.
