A Polícia Civil investiga um possível caso de estelionato envolvendo a venda de inscrições para uma corrida de rua realizada no domingo, 14 de junho, em Varginha.
Segundo relatos de participantes, mais de 400 vagas teriam sido comercializadas de forma irregular por uma pessoa que se apresentava como intermediadora da prova. Parte dos corredores afirma que pagou pela inscrição, mas descobriu apenas no dia do evento que não estava devidamente cadastrada.
As denúncias partiram de moradores de Varginha e da cidade vizinha de Campanha. De acordo com os relatos, as inscrições teriam sido vendidas por R$ 89,90, com a promessa de valor promocional.
Conforme o delegado Cristiano Silva, a Polícia Civil tomou conhecimento do caso na manhã seguinte ao evento e instaurou um inquérito para apurar suspeita de estelionato.
“Alguns corredores procuraram a delegacia noticiando que teriam adquirido o ticket para a participação no evento pagando a quantia de R$ 89,90 junto à investigada que se passava por uma intermediadora do evento e que estaria conseguindo num preço mais acessível, promocional”, explicou o delegado.
Até o momento, segundo a Polícia Civil, 38 vítimas já foram identificadas formalmente. O prejuízo ultrapassa R$ 4 mil.
“Ela recebeu essa quantia, chegando a quantia de 4 mil e poucos reais […] e não reembolsou, não entregou o kit e alegou circunstâncias alheias à vontade dela, como um bloqueio de conta bancária”, afirmou Cristiano Silva.
Polícia orienta possíveis vítimas
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para formalizar a denúncia.
Segundo o delegado, é importante apresentar comprovantes de pagamento, como PIX ou transferência bancária, além de conversas em redes sociais ou aplicativos de mensagem.
“Nós precisamos que as pessoas procurem para que nós a ouçamos em cartório […] Às vezes a pessoa não procura pela questão do ínfimo valor e acaba que passa a sensação de impunidade”, destacou.
Organização nega vínculo com investigada
Em nota, a rede de supermercados responsável pela corrida informou que as inscrições são realizadas exclusivamente pelos canais oficiais.
A empresa afirmou ainda que os pagamentos citados nas denúncias foram feitos a uma pessoa sem vínculo com a organização do evento ou com a TBH Sports, empresa responsável pela prova.
A rede lamentou o ocorrido e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Mulher afirma que fará reembolsos
Procurada, a influenciadora citada no caso afirmou que intermediava listas de desconto para corridas há cerca de três meses e que nunca havia enfrentado problemas anteriormente.
Segundo ela, a parceria para a prova teria sido proposta pelo próprio supermercado. A mulher afirmou ainda que cerca de 400 inscrições foram intermediadas por meio de uma lista e que, ao tentar finalizar os pagamentos, teve a conta bancária bloqueada por questões relacionadas à Receita Federal.
Ela disse que já iniciou o reembolso de parte dos participantes e que pretende ressarcir os demais. A influenciadora também relatou ter recebido ameaças após o caso vir à tona.
A investigação segue em andamento para apurar as responsabilidades e esclarecer a dinâmica da comercialização das inscrições.
Fonte: G1 Sul de Minas / EPTV
