Seis pessoas foram condenadas na segunda fase da Operação Trem Fantasma, investigação que apurou o desvio de recursos públicos no município de Três Pontas, no Sul de Minas.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, as penas aplicadas aos condenados ultrapassam, somadas, 45 anos de prisão, além de 190 dias-multa.
A condenação foi obtida por meio da atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas.
Investigação começou em 2018
As investigações tiveram início em 2018 e identificaram um esquema envolvendo servidores públicos e empresários.
De acordo com o Ministério Público, recursos públicos teriam sido desviados por meio de pagamentos relacionados a peças automotivas que não foram entregues ao município.
Na primeira etapa da operação, sete pessoas foram denunciadas por diferentes crimes. Posteriormente, uma segunda denúncia foi apresentada contra nove investigados, envolvendo outros fatos apurados durante o andamento do caso.
Seis réus foram condenados nesta segunda fase.
Crimes reconhecidos na sentença
Entre os crimes reconhecidos estão organização criminosa, peculato e fraude em contratação pública.
Três dos condenados receberam penas entre cinco anos e cinco anos e dez meses de prisão, em regime inicialmente fechado. Outro réu recebeu pena de três anos, dez meses e 20 dias, posteriormente convertida em medidas alternativas.
Outros dois envolvidos receberam penas mais elevadas pela combinação de crimes atribuídos a eles. Somadas todas as condenações, as penas ultrapassam 45 anos.
A Operação Trem Fantasma integra as ações do Ministério Público voltadas ao combate à corrupção, aos desvios de recursos públicos e às organizações criminosas no Sul de Minas.
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais – condenações na Operação Trem Fantasma
