O motociclista Richard Ferreira Tristão, de 30 anos, suspeito de envolvimento na morte de Joice Batiston, em Varginha, afirmou em depoimento à Polícia Civil que a jovem teria caído da moto durante uma corrida por aplicativo. Ele negou ter cometido qualquer agressão ou crime contra a passageira.
Segundo informações divulgadas pelo g1 Sul de Minas/EPTV, a família de Joice teve acesso ao depoimento prestado pelo investigado. O caso aconteceu no dia 19 de junho, em Varginha.
Durante o depoimento, Richard afirmou que estava próximo ao bairro Carvalhos, finalizando outra corrida pelo aplicativo, antes de buscar Joice. Ele disse que não conhecia a passageira, que não conversou com ela durante o trajeto e que seguiu apenas o caminho indicado pelo aplicativo. Ainda segundo ele, Joice levava uma bolsa.
O investigado declarou que a corrida foi encerrada no aplicativo “logo quando a passageira caiu”. Richard afirmou que, ao encontrar Joice desacordada, foi até a casa do pai para pedir ajuda. Segundo o depoimento, ele teria gastado cerca de 10 minutos entre a ida e a volta e não havia outras pessoas na avenida naquele momento.
Richard também disse que pegou o capacete da passageira no local e jogou o objeto no mato enquanto seguia para casa, na Fazenda da Barra. Ele afirmou que não sabe indicar exatamente onde descartou o item.
Após retornar para casa, o motociclista declarou que entrou em contato com um advogado e recebeu orientação para permanecer no imóvel. Ele disse ainda que só soube da morte de Joice na manhã de domingo, dia 21 de junho, por volta das 9h, por meio da imprensa.
Questionado sobre danos na motocicleta, Richard afirmou que um amassado no tanque já existia há cerca de dois anos e não teria relação com o ocorrido.
Sobre o celular destruído, o investigado disse que descartou o aparelho porque o pai teria reclamado do uso de um chip da empresa dele. Segundo o depoimento, ele afirmou que não recebeu orientação para destruir o telefone.
Richard também declarou que trabalhou por cerca de dois anos e meio pelo aplicativo, que nunca havia sofrido punição e que não tinha se envolvido anteriormente em queda durante corridas. Durante a audiência de custódia, ele informou que faz uso de medicamentos controlados.
A advogada da família de Joice Batiston afirmou que os familiares aguardam a conclusão das perícias e das demais diligências pendentes. Segundo ela, a família cobra mais rapidez nas investigações para esclarecer o que realmente aconteceu com a jovem no dia 19 de junho.
Ainda conforme a defesa da família, o depoimento do suspeito foi recebido “com muita cautela e extrema tristeza”. A família, no entanto, afirma que continua sem acreditar na hipótese de acidente.
A advogada ressaltou que a versão apresentada por Richard, de que Joice teria caído da motocicleta, ainda não foi confirmada pela Polícia Civil e depende da conclusão das perícias.
A defesa da família também mencionou a possibilidade de revogação ou término da prisão temporária do suspeito. Segundo a advogada, as investigações ainda não foram concluídas porque há perícias e diligências consideradas essenciais para esclarecer o caso.
Fonte: g1 Sul de Minas / EPTV.
