A chegada da primavera e o aumento das temperaturas exigem atenção para a presença de enxames de abelhas em áreas urbanas e rurais.
Nesta época do ano, é comum ocorrer a chamada enxameação, processo natural em que grupos deixam suas colmeias e procuram novos locais para se instalar. Árvores, telhados, forros, muros, postes e caixas abandonadas podem servir de abrigo temporário.
O alerta ganhou repercussão após uma adolescente ser atacada por um enxame próximo a uma escola municipal em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia 14 de setembro.
A jovem recebeu atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento e foi transferida para um hospital em Contagem. Segundo atualizações divulgadas pela imprensa, ela apresentou melhora significativa, embora ainda permanecesse internada na última informação publicada.
Brasil registra 75 mortes em oito meses
Dados do Painel Epidemiológico de Animais Peçonhentos apontam que o Brasil registrou 24.137 acidentes envolvendo abelhas entre janeiro e agosto de 2026, com 75 mortes.
O número de óbitos já supera todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas 74 mortes em 24.835 ocorrências.
Uma única ferroada geralmente provoca dor, vermelhidão e inchaço no local. Entretanto, pessoas alérgicas podem desenvolver anafilaxia, reação grave que pode causar urticária pelo corpo, queda da pressão, dificuldade para respirar e inchaço na garganta.
Mesmo quem não possui histórico de alergia corre risco quando sofre muitas ferroadas. A grande quantidade de veneno pode causar intoxicação e complicações graves, tornando indispensável uma avaliação médica.
O que fazer após uma ferroada
Caso o ferrão permaneça na pele, a orientação do Ministério da Saúde é retirá-lo por meio de raspagem cuidadosa. O uso de pinça deve ser evitado, pois pode comprimir o ferrão e aumentar a liberação de veneno.
Depois da retirada, lave o local com água e sabão e faça uma compressa fria para reduzir a dor e o inchaço. Não corte, esprema, perfure ou aplique substâncias caseiras sobre a região atingida.
Como agir durante um ataque
Em caso de ataque por um enxame:
- Afaste-se rapidamente e procure abrigo em um ambiente fechado, como uma casa ou veículo;
- Proteja principalmente o rosto, os olhos e o pescoço;
- Não tente bater, espantar ou eliminar as abelhas;
- Não jogue pedras, água, inseticida ou fogo no enxame;
- Ajude crianças, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção a deixar o local;
- Não retorne à área até que ela seja considerada segura.
Colmeias e enxames nunca devem ser retirados por pessoas sem treinamento. Quando houver risco para moradores ou pedestres, o Corpo de Bombeiros, o serviço municipal responsável ou um apicultor habilitado deve ser acionado.
Quando procurar atendimento imediatamente
A vítima deve procurar atendimento médico urgente se apresentar:
- Dificuldade para respirar;
- Inchaço no rosto, boca ou garganta;
- Tontura, fraqueza ou desmaio;
- Vômitos;
- Urticária ou inchaço pelo corpo;
- Grande quantidade de ferroadas;
- Dor intensa ou piora rápida dos sintomas.
Em situações de emergência, ligue para o Samu pelo número 192 ou para o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Fontes: Ministério da Saúde, Painel Epidemiológico de Animais Peçonhentos e orientações de órgãos estaduais do Corpo de Bombeiros.
