A Secretaria Municipal de Saúde de Varginha divulgou, nesta segunda-feira (13), uma nota oficial esclarecendo a situação de superlotação enfrentada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e pelo Hospital Bom Pastor (FHOMUV). O cenário tem provocado dificuldades para internações e o adiamento de algumas cirurgias de maior complexidade.
Segundo a Secretaria, a situação é consequência da alta demanda na rede regional de urgência e emergência, agravada pelo aumento dos casos de doenças respiratórias, pela elevada ocupação dos leitos hospitalares e de UTI e por um déficit histórico na estrutura assistencial.
A pasta destacou que o problema não está relacionado à falta de atendimento ou empenho das equipes de saúde. De acordo com o município, os profissionais seguem trabalhando de forma ininterrupta diante de uma demanda superior à capacidade instalada.
Atualmente, o Hospital Bom Pastor conta com 10 leitos de UTI Adulto, utilizados para pacientes graves, atendimentos de urgência e emergência e suporte às cirurgias que exigem cuidados intensivos no pós-operatório. Quando todos os leitos estão ocupados, alguns procedimentos cirúrgicos precisam ser adiados até que haja disponibilidade.
A Secretaria também explicou que, desde maio de 2026, a regulação dos leitos hospitalares passou a ser feita exclusivamente pelo Governo de Minas Gerais, por meio do CORE Saúde/MG. Com isso, o município não define mais a ordem de transferência dos pacientes nem o hospital de destino.
Outro fator apontado pela Prefeitura foi o aumento dos atendimentos classificados como “Vaga Zero” pelo SAMU. Esse mecanismo é utilizado para garantir atendimento imediato a pacientes com risco iminente de morte, mesmo quando os hospitais já estão com a capacidade esgotada.
De acordo com a Prefeitura, somente em 2026, o Hospital Bom Pastor encaminhou 24 ofícios aos órgãos estaduais relatando a superlotação. A UPA também enviou outras quatro solicitações pedindo ampliação de leitos e maior agilidade nas transferências.
Mesmo diante das dificuldades, a Secretaria informou que foram contratados profissionais em caráter emergencial para reforçar as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), da UPA e do Hospital Bom Pastor.
Além disso, desde o último dia 7 de julho, entrou em funcionamento uma nova equipe do Programa de Atenção Domiciliar (PAD). O objetivo é acelerar a alta de pacientes que já estão aptos ao tratamento em casa, liberando leitos hospitalares para novos atendimentos.
Entre as medidas em andamento, está a aprovação de 10 novos leitos de UTI Adulto para o Hospital Bom Pastor no Plano de Ação Regional da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sul.
O Governo de Minas também analisa um projeto de ampliação da unidade, que prevê cerca de 104 novos leitos.
Nesta segunda-feira, o prefeito Leonardo Ciacci cumpre agenda em Belo Horizonte, onde se reúne com representantes do Governo de Minas para apresentar a situação enfrentada por Varginha e solicitar apoio na ampliação da oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva para o município e toda a região.
Ao final da nota, a Secretaria Municipal de Saúde reafirmou que acompanha diariamente a situação e informou que segue trabalhando em conjunto com o Governo do Estado, a Superintendência Regional de Saúde, o CORE Saúde/MG, o SAMU e os hospitais para ampliar a capacidade de atendimento e garantir uma assistência segura e humanizada à população.
Fonte: Prefeitura de Varginha / Secretaria Municipal de Saúde.
