O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu investigações para apurar as mortes ocorridas durante operações da Polícia Militar em Campo Belo, no Sul de Minas. As ações foram intensificadas após o assassinato de um sargento da corporação no início de março.
De acordo com a 3ª Promotoria de Justiça de Campo Belo, foram instaurados quatro Procedimentos Investigatórios Criminais para analisar, de forma individual, as mortes de Ryan Junio Oliveira, Estevão Luiz Vaz Santos, Andreallys Conrado Silveira Inácio e Rodrigo Junio Silva.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias de cada ocorrência. O prazo inicial das investigações é de 30 dias, podendo ser prorrogado. Novos procedimentos também poderão ser abertos caso surjam outros casos relacionados.
Operação começou após assassinato de sargento
A mobilização policial teve início após o assassinato do sargento Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos, morto a tiros no dia 4 de março, quando chegava em casa, no bairro Vila Brasil Vilela.
Câmeras de segurança registraram o momento em que dois suspeitos em uma motocicleta efetuaram os disparos. O filho do militar estava no carro e sofreu ferimentos leves.
Após o crime, a Polícia Militar iniciou uma operação com o objetivo de identificar os envolvidos e combater a atuação do crime organizado no município.
Mortes e prisões durante a operação
Segundo a Polícia Militar, sete suspeitos morreram em confrontos durante as ações, realizadas principalmente em áreas com atuação do tráfico de drogas.
O balanço divulgado aponta ainda:
• 14 pessoas presas
• Apreensão de armas de fogo, incluindo um fuzil
• Drogas, munições e dinheiro apreendidos
De acordo com a PM, os suspeitos teriam ligação com o tráfico e o assassinato do sargento estaria relacionado à atuação dele contra a criminalidade na cidade.
Caso segue em apuração
A Polícia Militar informou que a operação segue por tempo indeterminado, com apoio de unidades especializadas.
O Ministério Público destacou que acompanha o caso para garantir que todas as ações sejam investigadas com transparência e dentro da legalidade.
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais / Polícia Militar de Minas Gerais
